SC • Garuva

Trilhas em Garuva (SC)

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Agências credenciadas• 5 trilhas ativas

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Travessia Marco da Divisa x Monte Crista - Foto 1
moderado38 km
garuva - SC

Travessia Marco da Divisa x Monte Crista

🏕️ Travessia & Trekking🌅 Nascer do Sol🪨 Grutas & Cavernas

O desafio de uma travessia é sempre algo empolgante, pois é a junção de vários fatores que colocam em jogo o preparo e o conhecimento do trilheiro. Não se deve considerar apenas a trilha, mas também o esforço total despendido na atividade, como o fato de estar carregando peso, a alimentação necessária para todos os dias da travessia, quais objetos levar na mochila. Hoje vamos compartilhar a experência de realizar a Travessia Marco da Divisa x Monte Crista e falar sobre os desafios e recompensas dela. Mais uma vez nosso destino foram os Campos do Quiriri e mais uma vez contamos com a experiência e profissionalismo do condutor @schon.adventure. Digo mais uma vez, pois já cotamos com a sua experiência em uma travessai anterior e novamente confiamos nos seus serviços e sua experiência. Isso com certeza foi determinante para o sucesso da travessia. Tínhamos pela frente aproximadamente 38km de caminhada a ser realizada em 3 dias, iniciando na sexta e finalizando no domingo. Essas travessias geralmente são feitas pelo Schon e podem ser acompanhadas seguindo o perfil dele no Instagram. O planejamento dos três dias incluia a caminhada pelos Campos do Quiriri (Marco da Divisa, Pedra da Tartarura e Pedra do Lagarto) e a passagem pelo Monte Crista, descendo por sua trilha até o final da travessia. A previsão do tempo para os três dias de nossa travessia não era dos melhores, mas mesmo assim seguimos com o planejado. Nesse caso, todo o planejado foi feito pelo nosso condutor Schon. A logística de uma travessia não é algo fácil. Tivemos essa experiência há um tempo fazendo a Travessia Laranjeiras x Funil e realmente deu trabalho. Primeiro Dia - Marco da Divisa e Pedra da Tartaruga Nos encontramos no ponto final da travessia para iniciar a jornada de consquista desse belo trecho de trilhas. O local de encontro foi o Estacionamento do Sr. Harry, local muito conhecido por quem faz a Trilha do Monte Crista. Ali seria nosso ponto de chegada. Logo, teríamos que ir dali até o ponto de partida, localizado no início da trilha para o Marco da Divisa. Para chegar no Marco da Divisa, tivemos que sair de van do Estacionamento do Sr. Harry e seguir até a fazenda Fazenda Munhoz, local de onde geralmente os trilheiros partem para fazer a trilha do Marco. De lá ainda fizemos parte do caminho de caminhonete até chegar no início da trilha. Chegando até o local de início da trilha, começamos a jornada rumo ao Marco da Divisa, que é um marco que define os limites territorias entre os estados de Santa Catarina e Paraná. Mas ele vai além de um marco com importância apenas geográfica, tendo uma grande importância histórica. Sua colocação nesse ponto dos Campos do Quiriri foi em consequência da Guerra do Contestado. Isso mesmo, o conflito que ocorreu entre 1912 e 1916 foi causado pela disputa das terras dessa região. A construção de uma estrada de ferro pela empresa norte americana Brazil Railway Company desencadeou uma série de eventos que culminaram nesse conflito. Nomes como o de José Maria de Santo Agostinho ficaram conhecidos e foram muito relevantes neste conflito. Por fim, depois de 4 anos de inúmeras batalhas e muitas perdas humanas, o conflito teve fim. Foi assinado o Acordo de Limites Paraná-Santa Catarina e de forma simbólica, foram colocados não apenas esse, mas também outros marcos, definindo essa nova fronteira entre os estados. A foto acima foi da nossa primeira visita ao Marco da Divisa. Esse céu aberto e dia ensolarado não foi realidade na nossa travessia, pegamos um dia bem chuvoso no primeiro dia. Passando por ali, pegamos o tempo nublado. Na sequência, nosso objetivo seria alcançar a Pedra da Tartaruga, um dos pontos mais famosos dos Campos do Quiriri. Como o tempo estava nublado e chuvoso, decidimos deixar esses dois pontos de lado e seguir um pouco adiante em nosso caminho da travessia, em um local onde existe uma espécie da parada das pessoas que cuidam do gado ali na região e onde seria mais confortável armar nosso camping no primeiro dia. Fizemos isso e realmente foi muito bom, principalmente para cozinhar. Armamos as barracas e até tivemos um pouco de sol ao final do primeiro dia. Segundo Dia Ficamos empolgados com o sol no fim do primeiro dia e na manhã do segundo dia iniciamos o processo de desmontar o acampamento e seguir adiante em nossa travessia. Nosso desafio do dia era andar mais ou menos 10km até a Pedra do Lagarto, local onde seria nosso segundo acampamento. A previsão do tempo era para tempo bom e céu aberto no período da tarde. Iniciamos a manhã do segundo dia com o céu nublado, mas com a esperança que ele abrisse durante a caminhada. Teríamos pontos interessantes de observação pelo caminho, por isso a expectativa de céu aberto. Locais como o Pico do Bradador e o Morro dos Alemães eram pontos que poderiam ser vistos na caminhada. Infelizmente o tempo não colaborou e não tivemos visibilidade desses pontos. Mas conseguimos chegar na Pedra do Lagarto com o céu ainda aberto e armar acampamento. Tudo isso antes do céu se fechar novamente e um chuvisco se iniciar. Terceiro Dia - Pedra do Picolé e Monte Crista Depois de dois dias de céu fechado, todas as emoções ficaram para o terceiro dia. O dia amanheceu completamente aberto e estrelado e tivemos um teto baixo, o que fez o nascer do sol ser ainda mais especial. Após contemplar o nascer do sol, seguimos em frente em nosso trajeto, pois teríamos 18km pela frente, passando pela Pedra do Picolé, Cachoira da Cabeluda e finalmente Monte Crista, que faríamos a descida para finalizar o trajeto. Esses são os belos registros do mar de nuvens. Após esse espetáculo, seguimos em frente rumo ao Monte Crista. No caminho, a primeira parada foi a Pedra do Picolé. Esse nome é dado pelo seu formato, que parece um picolé. Foto @benhurtezzele Uma das surpesas do caminho foi essa espécie de gruta que fica na parte de baixo da Pedra do Picolé.

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Trilha da Cachoeira do Quiriri - Foto 1
facil5 km
garuva - SC

Trilha da Cachoeira do Quiriri

🌊 Cachoeiras♿ Acessível🟢 Autoguiada

Resumo da Aventura Característica Cachoeira do Quiriri Localização Garuva (SC), acesso por Joinville – Estrada Quiriri de Baixo Acesso Entrada pelo Quiriri Eco Parque Distância total ≈ 7 km (ida e volta) Altimetria Tranquila na maior parte; subida acentuada nos 700 m finais Tempo médio 2h 30 a 3h 30 Dificuldade Moderada Tipo de trilha Trilha autoguiada, bem demarcada (ida e volta pelo mesmo caminho) Infraestrutura Estacionamento, banheiros e quiosques para churrasco Taxa de acesso R$ 45,00 por pessoa (ago/2025) Guia local Rubens (guia responsável do Eco Parque) Observações Propriedade privada, necessário agendamento e autorização. Trecho final pode ser escorregadio. Destaque: figueira centenária no caminho. A Cachoeira do Quiriri está localizada em Garuva (SC) , com acesso pela cidade de Joinville , utilizando a Estrada Quiriri de Baixo . Ao final dessa estrada encontra-se o Quiriri Eco Parque , ponto de entrada para esse belo atrativo natural inserido na Serra do Quiriri , região de grande importância ambiental. ⚠️ Acesso e regras É importante destacar que a cachoeira está em uma propriedade privada , sendo necessário obter autorização de entrada e realizar o pagamento de uma taxa de acesso . Na data de nossa visita , o valor era de R$ 45,00 por pessoa . Em períodos de pouco movimento, é recomendável agendar a visita antecipadamente junto aos administradores. 📲 Mais informações podem ser obtidas pelo Instagram oficial @quiriri_ecoparque . 🚗 Estrutura e recepção Ao chegar ao parque, é necessário se identificar na recepção. Há estacionamento próprio , banheiros e quiosques que podem ser alugados para churrascos, oferecendo comodidade para quem deseja passar o dia. A trilha até a cachoeira pode ser feita de forma autoguiada , já que é bem demarcada, mas para quem não tem experiência é altamente recomendada a contratação do guia local Rubens , responsável pelo espaço. 🥾 Trilha até a cachoeira O trajeto é um circuito simples (ida e volta pelo mesmo caminho), totalizando aproximadamente 7 km . Altimetria em geral, tranquila; apenas nos últimos 700 metros há um ganho mais acentuado de elevação, mas que pode ser vencido com calma. Tempo médio 2h 60 a 3h 60 (dependendo do ritmo e das paradas). Nível de dificuldade moderado , acessível para pessoas com preparo físico básico. A trilha é aberta e bem marcada , passando por trechos de mata atlântica preservada , com árvores altas e paisagens exuberantes. A caminhada é agradável, com sombra na maior parte do percurso. Ao se aproximar da cachoeira, o terreno torna-se mais úmido e escorregadio , com presença de rochas e obstáculos naturais. Nessa parte, a atenção deve ser redobrada para evitar acidentes. O registro detalhado do percurso pode ser conferido em nosso track no Wikiloc . 🌳 Destaques do caminho Além da queda d’água em si, um dos pontos altos da trilha é uma imponente figueira , acessível por um pequeno desvio no trajeto principal. A árvore se destaca no meio da floresta e possui um tronco oco, permitindo que os visitantes entrem em seu interior, uma verdadeira experiência imersiva na natureza. 💧 A cachoeira A Cachoeira do Quiriri recompensa o esforço da caminhada com sua beleza: águas cristalinas que despencam em meio à mata fechada, formando um cenário ideal para descanso, contemplação e fotografias. O banho é possível, mas deve ser feito com cuidado, especialmente em dias de maior volume de água. 👉 Imperdível para quem deseja vivenciar o contato com a natureza de forma intensa e segura!

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Trilha da Pedra da Tartaruga (Campos do Quiriri) - Foto 1
moderado5 km
garuva - SC

Trilha da Pedra da Tartaruga (Campos do Quiriri)

⛰️ Cume & Vista

Os Campos do Quiriri formam um dos maiores remanescentes de campos de altitude do Sul do Brasil, distribuídos entre os estados de Santa Catarina e Paraná. A região é conhecida pela grande concentração de montanhas, formações rochosas e paisagens abertas, tornando-se um dos principais destinos para praticantes de trekking e montanhismo. Entre seus inúmeros atrativos, um dos mais procurados é a Pedra da Tartaruga . O percurso e atrativos naturais Antes de iniciar o planejamento da aventura, é importante conhecer alguns detalhes sobre o acesso à trilha. O primeiro deles é que o percurso atravessa uma propriedade particular. Por isso, é necessário solicitar autorização para caminhar pelos campos que levam até a formação rochosa. No nosso caso, entramos em contato com o Jonas, responsável pelo perfil @camposdoquiriri , que gentilmente autorizou nossa passagem. Outro ponto importante é o acesso ao início da caminhada. Uma das rotas mais utilizadas segue pela Estrada do Quiriri até a Mangueira do Lageano . O percurso é feito por estrada de chão, com diversos trechos irregulares e subidas acentuadas, sendo altamente recomendado o uso de veículos com tração 4x 4. Como nosso grupo era formado por 12 pessoas, optamos por contratar o transporte com moradores da própria região, que já realizam esse serviço regularmente. Nosso contato foi o Emiliano, do perfil @mirante_do_quiriri , que nos levou com segurança até o ponto de início da trilha. Contatos úteis no Instagram Com toda a logística organizada, seguimos até a comunidade de Postinho , no município de Tijucas do Sul (PR). Dali, embarcamos nos veículos 4x 4 em direção à Mangueira do Lageano , onde finalmente iniciamos a caminhada. Partindo do Postinho, andamos cerca de 12mk em estradas de chão, com grandes inclinações e condições que exigem um veículo alto, preferencialmente 4x 4. Como o trajeto é um pouco acidentado, esse deslocamento dura em torno de 40 minutos. É importante levar isso em consideração no planejemento de sua aventura. No caminho, passamos pelo pórtico que indica que chegamos aos Campos do Quiriri . Ao longo do trajeto, ganhamos altitude e passamos a ter uma bela vista dos campos de altitude. Nosso destino pelas estradas de chão nos levam até a Mangueira do Lageano . A partir desse ponto, são cerca de 6 quilômetros pelos campos de altitude, em um percurso com poucas variações de relevo. O trecho mais exigente concentra-se na antiga estrada que sobe em direção à Igrejinha do Quiriri . Depois dela, a caminhada torna-se mais suave, seguindo por extensos campos até a área de camping da Pedra da Tartaruga . Desde os primeiros quilômetros, a paisagem já impressiona. Os campos de altitude se estendem até onde a vista alcança, interrompidos apenas por pequenas elevações e afloramentos rochosos que caracterizam a região. Conforme avançamos, a imponente formação da Pedra da Tartaruga começa a ganhar destaque no horizonte. Vista de longe, fica fácil entender a origem do nome. De um determinado ângulo, o conjunto de blocos graníticos lembra uma enorme tartaruga repousando sobre a serra. A cada passo ela parece crescer diante dos olhos, aumentando a expectativa pela chegada a um dos cartões-postais mais emblemáticos dos Campos do Quiriri . Conforme nos aproximamos, os contornos da formação ficam ainda mais evidentes. A disposição das rochas permite distinguir claramente o corpo e a cabeça da "tartaruga", formando uma paisagem curiosa que impressiona tanto pelo tamanho quanto pelo formato esculpido pela própria natureza. O camping está localizado nos arredores da Pedra da Tartaruga e possui espaço para aproximadamente 30 barracas . Em períodos de maior movimento, quando essa capacidade é atingida, é possível acampar em áreas próximas, como o Morro Ventania , sempre procurando locais já utilizados para minimizar o impacto sobre a vegetação. O local não possui qualquer tipo de infraestrutura , como banheiros ou torneiras com água. Por isso, é indispensável utilizar Shit Tube para o descarte adequado de dejetos humanos e levar sacolas para armazenar papel higiênico e outros resíduos de higiene pessoal. Todo o lixo produzido durante a atividade deve ser transportado de volta, contribuindo para a preservação dos Campos do Quiriri . Existe próximo ao camping nascentes onde pode ser coletada água para beber e cozinhar. As condições climáticas na região podem mudar rapidamente. Neblina, chuva e ventos fortes são comuns, mesmo em dias de previsão favorável. Escolha um local protegido para montar a barraca, fixe-a corretamente e utilize estacas e cordeletes adequados para garantir maior segurança durante a noite. Aproveite para desbravar o local, subir da Pedra da Tartaruga e observar a paisagem e os belos campos de altitude. A Pedra da Tartaruga é uma daquelas trilhas que mostram por que os Campos do Quiriri são considerados um dos destinos mais fascinantes para o montanhismo em Santa Catarina . O percurso não exige grandes desníveis, mas recompensa o visitante com paisagens amplas, campos de altitude preservados e uma das formações rochosas mais emblemáticas da região. Para quem busca uma experiência de imersão na natureza e deseja conhecer um dos cartões-postais do Quiriri , essa é uma aventura que certamente merece entrar no roteiro.

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Trilha do Marco da Divisa (Campos do Quiriri) - Foto 1
moderado5 km
garuva - SC

Trilha do Marco da Divisa (Campos do Quiriri)

🌲 Ecoturismo & Natureza

Nossa aventura de hoje nos leva à região norte de Santa Catarina, caminhando literalmente na divisa entre as terras catarinenses e o Paraná. Campos verdes, com mais de 30 montanhas espalhadas pelas suas longas planícies em paisagens de tirar o fôlego, isso define os Campos do Quiriri. Entre os inúmeros atrativos da região, vamos conhecer hoje o Marco da Divisa. Atenção PROPRIEDADE PARTICULAR, O ACESSO NECESSITA DE AUTORIZAÇÃO PARA ACESSO E GUIAS Nosso relato de hoje não será como os demais, pois não daremos detalhes de caminhos ou dicas únicas de como acessar cada cantinho das trilhas que geralmente trazemos aqui. Nosso objetivo hoje é trazer para vocês um pouco do que foi nossa aventura pelos Campos do Quiriri. Vale ressaltar que existem dois motivos para essa abordagem diferente. Primeiro, as terras que fazem parte dos Campos do Quiriri são privadas, ou seja, seu acesso depende de autorização. Segundo, a região conta com a representação de vários guias, que conhecem muito bem a região, os proprietários das terras e são devidamente autorizados a circular por elas. Logo, enfatizamos a conscientização pela prática correta das atividades, de acordo com as regras da regiaço, por isso, contrate um guia e aproveite! Nosso guia nessa aventura foi o Douglas Schon, que possui e perfil @schon.adventure e fornece o serviço de guia pelos Campos do Quiriri. Durante nossa aventura, pudemos notar o quanto ele conhece e tem a ensinar sobre essa fantástica paisagem do nosso estado. Para situar você sobre onde fica essa região, vamos contar como chegamos lá. Depois do contato com o Schon e de agendar com antecedência o passeio, seguimos até Tijucas do Sul, no PR. Isso mesmo, nossa aventura pelas terras altas de SC iniciaram no PR. Saindo da BR 101, na verdade nesse ponto já BR 376, entramos na estrada rural da comunidade de Matulão. De lá, foram mais alguns quilômetros até chegar no ponto inicial de nossa aventura. Não vou entrar em maiores detalhes aqui, pois isso o gui trará para vocês na sua visita. Iniciamos nossa caminhada pelos campos com uma agenda de três dias, onde o roteiro nos levaria aos principais pontos da região, como o Marco da Divisa, Morro do Quiriri, Pedra da Tartaruga, Morro Padre Raulino Reitz e Morro Klein. A caminhada se inicia em uma fazenda, onde precisamos ganhar alguma metros para chegar até a região dos campos. O trajeto se faz uma pequena estrada de terra, morro acima. Ua boa forma de avisar ao corpo sobre as exigências físicas da aventura. Foto @the_ruan.arquiteto Logo que alcançamos a região dos campos, a paisagem mudou. As árvores sumiram e o terreno se transformou em um grande campo de grama verdinha. Nesse ponto da caminhada, tudo ocorre de forma muito agradável. Porém, a variação de relevo é constante. Vamos de um momento de caminhada agradável por uma planície, como abaixo, até uma subida de morro ou descida até um rio, que exige preparo e fôlego. Foto @the_ruan.arquiteto As paisagens que se formam no decorrer da caminhada parecem aquelas fotos de proteção de tela dos computadores. É uma mistura de céu e terra, com diferentes tons de azul e verde, que parecem uma pintura. Uma das principais características da região, nessa época de outono, é a formação rápida da neblina. Claro, estamos a muitos metros do nível do mar, praticamente sobre as nuvens. O tempo úmido e a pressão causam esse fenômeno que inicia-se rapidamente e também se desfaz com a mesma velocidade. Em alguns momentos, era essa a vista que tínhamos. E rapidamente ela era substituída por essa, com céu aberto e colinas verdinhas, iluminadas pelo sol. Foto @drew_colverd Caminhamos por alguns quilômetros, mais ou menos uns 6, até chegar ao Marco da Divisa, ponto muito procurado pelos trilheiros que buscam essa região. E falando nele, vamos entender um pouco sobre o Marco da Divisa. Afinal de contas, o que um pequeno obelisco de concreto faz lá no alto do morro, aparentemente no meio do nada? Bem, o nome ajuda um pouco a identificar, afinal, ele é um marco que define os limites territorias entre os estados de Santa Catarina e Paraná. Mas ele vai além de um marco com importância apenas geográfica, tendo uma grande importância histórica. Sua colocação nesse ponto dos Campos do Quiriri foi em consequência da Guerra do Contestado. Isso mesmo, o conflito que ocorreu entre 1912 e 1916 foi causado pela disputa das terras dessa região. A construção de uma estrada de ferro pela empresa norte americana Brazil Railway Company desencadeou uma série de eventos que culminaram nesse conflito. Nomes como o de José Maria de Santo Agostinho ficaram conhecidos e foram muito relevantes neste conflito. Por sim, depois de 4 anos de inúmeras batalhas e muitas perdas humanas, o conflito teve fim. Foi assinado o Acordo de Limites Paraná-Santa Catarina e de forma simbólica, foram colocados não apenas esse, mas também outros marcos, definindo essa nova fronteira entre os estados. Além dessa importância histórica, que dá ainda mais motivação para chegar até esse ponto, temos todo o conjunto natural descrito anteriormente, que fazem desse ponto um dos importantes locais de visitação pelos trilheiros em Santa Catarina. O marco, hoje já desgastado pela ação do clima e do tempo, é feito de concreto e apresenta preso a ele, algumas placas que fazem referência ao limite dos estados e também aos políticos e militares envolvidos na assitura do termo que pôs fim a guerra. Apesar de sua origem conflituosa, hoje o marco exerce uma função completamente diferente, unindo trilheiros de diferentes pontos do Brasil, que buscam consquistar mais um dos famosos lugares para prática de trekking em nosso estado. Dali, seguimos em frente. Como dito, fizemos uma aventura de três dias. Ainda tínhamos muitos lugares pela frente... Marco da Divisa - Campos do Quiriri Localização Garuva

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Trilha do Monte Crista - Foto 1
moderado9.54 km
garuva - SC

Trilha do Monte Crista

⛰️ Mirante 360°🌊 Cachoeiras

Hoje apresentaremos a vocês um dos gigantes da região de Joinville: o Monte Crista! Localizado em Garuva, o morro chama atenção pela sua imponência entre a cadeia de morros da região, sendo um local muito procurado por aventureiros. A trilha com extensão próxima a 9 quilômetros, possui dois momentos distintos: uma caminhada mais tranquila até à sua base e uma caminhada mais difícil de sua base ate o cume. A aventura é garantida e a vista espetacular! Atenção A entrada desta trilha, via Garuva, inicia-se em uma propriedade particular. Logo, é necessário pagar uma taxa para entrar. Quando iniciamos uma trilha, travessia ou camping, duas dúvidas principais tomam nossa mente: "Onde vou deixar o carro?" e "Tem água no caminho?". Então vamos iniciar nosso relato respondendo as duas. Em relação ao carro, a trilha se inicia em um estacionamento dentro de uma propriedade particular, o Estacionamento do Sr. Harry . Buscando por essa localização no Maps, encontrará fácil onde ele fica localizado, na cidade de Garuva, bem próximo a BR 101. Você deverá sair da BR e seguir por uma estrada de terra onde logo no início terá a indicação "Monte Crista" em um monumento de concreto que sinaliza a entrada da estrada. Siga pela estrada, por entre as plantações de banana, por aproximadamente 2 quilômetros. Nesse ponto você chegará ao estaconamento citado. Nossa aventura ocorreu no mês de abril de 2021 e na época pagamos o valor de R$ 40,00 por veículo, mais R$ 5,00 por pessoa. O estacionamento é grande e além de lugar para estacionar, muitos com sombra, também possui banheiros e um pequeno bar, com lanches e bebidas. Deixando o carro ali, começamos a nossa jornada rumo ao cume. Nossa aventura tinha como objetivo não somente a trilha, mas acampar no cume do morro. Então subimos com as cargueiras, com em média 20km. Digo isso, pois o tempo de subida pode ser afetado por esse fato. A parte inicial da trilha já começa com uma aventura, a ponte pênsil que atravessa o Rio Crista. Caminhe com cuidado para não escorregar. Passando a ponte, seguimos para o lado esquerdo, onde a trilha começa. Andando poucos metros, logo à frente temos uma nova travessia. Novamente pelo Rio Crista, mas desta vez sem o auxílio de uma ponte. A travessia é tranquila em tempos de pouca chuva, sendo possível usar as pedras para atravessar sem se molhar. Mas tenha cuidado, em épocas de chuva existe o risco de trombas d'água e também da travessia ser impossível devido à correnteza. Por isso, verifique as condições climáticas antes da sua aventura. Logo depois do rio, a trilha segue tranquila. A mata é densa, com árvores altas, mas o caminho é bem demarcado e a caminhada agradável. Seguindo por esse caminho, veremos uma caixa d'água, em um ponto onde existe a captação de água. Destacamos esse ponto, pois logo após dele existe essa bifurcação. Apesar do caminho que segue em frente parecer mais amigável e correto, vocẽ deve virar a esquerda. O caminho segue tranquilo e o relevo não possui maiores dificuldades. Enfim chegamos em uma bifurcação importante. Nesse ponto pode-se optar por seguir pela esquerda, onde se caminha mais próximo ao rio, onde o caminho apesar de mais longo, é mais fácil. Ou pela direita, onde temos um caminho mais curto, porém o trajeto é conhecido como "saboneteira". Isso mesmo, o nome já diz tudo. O caminho tem muitos trechos formados por uma argila lisa, que em épocas chuvosas se torna um verdadeiro sabonete para caminhar. Isso reduz o ritmo de caminhada e pode gerar muitos tombos. Os dois caminhos citados acabam por se encontrar mais a frente, onde as características da trilha começam a mudar. Chega-se a uma clareira grande, onde muitas pessoas usam como ponto de descanso. à partir dali, inicia-se a subida. O relevo passa a apresentar muitos trechos de subida, a vegetação também muda, apresentando árvores menores e o caminho da trilha passa a utilizar pequenos trechos de calçadas de pedras, que datam de séculos atrás. Esse caminho de pedras, apesar de parecer um ponto positivo, pode se tornar um problema em caso de chuva, pois as pedras ficam muito lisas e podem ocorrer tombos. Fique atento. Além do caminho de pedras, temos também trechos de caminhos pela argila, em locais onde caminhamos por entre valas. Em alguns pontos, houve intervenção humana e existem alguns degraus que facilitam a caminhada. Nesse ponto, nossa única opção é subir e subir. Alguns locais apresentam algumas bifurcações no caminho, mas ambas levam ao topo. São apenas desvios ou caminhos alternativos para tentar driblar o relevo acidentado. Esse trecho de subida segue por mais ou menos 3 quilômetros. Já no topo, quase próximo ao cume, temos acesso ao primeiro mirante. Além do mirante, pelo caminho temos também muitos pontos para pegar água e descansar. Se o obejtivo é o camping, é importante ficar atento a esse ponto de água. Ele é o último ponto antes do cume. Logo após o último ponto de água, chegamos a uma pequena clareira. Ali é possível optar por dois caminhos distintos. Seguindo pela esquerda a trilha nos levará até a famosa Cachoeira da Cabeluda, a maior das cachoieras nesse trecho do Rio Crista. Seguindo pela direita, subiremos até o cume do Monte Crista, passando pelas formações de pedra chamadas de Guardião ou Pedra do Homem Sentado. Pela foto podemos notar o motivo do nome, pois a formação rochosa lembra realmente a silhueta de alguém sentado ali, vigiando o morro. Seguindo a trilha após o guardião, chegaremos a parte superior do morro. Ali existem três pequenas clareiras onde é possível armar acampamento. Logo depois desse ponto de camping, chegamos ao desejado cume do morro. E a vista é linda. Do alto é possível ver cidades como Joinville e São Francisco do Sul, além claro de Garuva e de parte do litoral de Santa Catarina e também no Paraná, como Guaratuba e Itapoá. Nesse ponto, ao fim da tarde, podemos ver a lua nascendo junto ao mar. Também podemos ver os morros da região e as os rios que se formam por entre eles. Dali é possível ver também o ponto de camping da Cabeluda, a cachoeira que citamos no início do relato e também parte no início dos Campos do Quiriri. Tanto para quem sobe com o objetivo de acampar lá no topo ou para quem sobe logo cedinho, o momento mais esperado com certeza é esse: o nascer do do sol! Ele é lindo e faz valer a pena cada quilômetro caminhado. Trilha do Monte Crista Percurso: 9540 metros (Somente ida) Tempo do percurso: 3 horas e 15 minutos Garuva

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